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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Schlachtplatte


Receita indicada pela Chef Roberta Jordão, do Restaurante Schlachtplatte.

Rendimento

3 porções

Ingredientes

  • 1 unidade(s) de eisbein
  • 1 unidade(s) de kassler
  • 1 unidade(s) de shublig
  • 1 unidade(s) de salsicha de vitela
  • 1 unidade(s) de salsicha de cervila
  • 300 gr de chucrute
  • 1 unidade(s) de morcilla
  • 3 unidade(s) de batata cozida(s)
  • 100 gr de bacon
  • 1 unidade(s) de cebola
  • 5 unidade(s) de zimbro
  • 5 folha(s) de louro
  • quanto baste de sal

Modo de preparo

Em uma panela, coloque 500 ml de água com as sementes de zimbro e as folhas de louro.

Adicione o joelho de porco e cozinhe por 4 horas.
À parte, refogue o chucrute com o bacon e a cebola e reserve.
Salsichas: podem ser grelhadas ou cozidas.
Kassler: cozinhe com os mesmos ingredientes e procedimentos do joelho, por 2 horas.
Morcilla: cozinhe por 10 minutos em água fervente.
Batatas: corte ao meio e cozinhepor 5 minutos.
Depois de pronto, monte todos os ingredientes em uma travessa e sirva.
O chucrute e a batata cozida servem como acompanhamento do prato.


http://vilamulher.terra.com.br/schlachtplatte-4-13-131-11399.html

Postado por: Sarah Elizabeth - 8 ano

1869: Nasce a primeira filósofa alemã

Luta pelo direito de voto feminino foi um dos setores em que Helene Stöcker se destacou

 

No dia 13 de novembro de 1869, nasceu a feminista Helene Stöcker, primeira alemã a se doutorar em Filosofia. Mais tarde, ela defendeu o direito das mulheres ao voto e destacou-se como pacifista.

 
Depois que Helene Stöcker apresentou em 1897 uma palestra sobre Nietzsche e as mulheres num seminário na Universidade Frederico Guilherme (agora Universidade Humboldt) em Berlim, o professor Wilhelm Diltey a contratou como sua assistente. Possibilitou-lhe assim começar um estudo de Filosofia na universidade, o que até então não era permitido às mulheres.
A pioneira foi em frente, tornando-se em 1901 a primeira alemã a obter o título de doutorado, em Berna, na Suíça. Em seguida, ela foi trabalhar como docente na Escola Superior Lessing, uma faculdade particular em Berlim, na qual até Albert Einstein lecionou. 
Ao mesmo tempo, ajudou a fundar várias organizações, entre as quais a Associação para o Direito de Voto da Mulher e a União para a Proteção da Maternidade e a Reforma da Sexualidade. Esta última entidade foi criada por ela com outras sufragistas em 1905, com o objetivo de diminuir o preconceito contra as mães solteiras e seus filhos.
Em 1903, Stöcker assumiu a responsabilidade pela revista Frauenrundschau, que tratava de questões relativas às mulheres. Segunda a feminista alemã, a base legítima da relação sexual não era o casamento, e sim o amor. Na revista Proteção da Maternidade, lançada pela União, a filósofa divulgava a sua ideia de uma "nova ética", com direitos de voto extensivos às mulheres.
Stöcker se torna pacifista
Em palestra pronunciada num congresso realizado em Haia, na Holanda, em 1910, Stöcker defendeu o direito da mulher às práticas contraceptivas. Durante a Primeira Guerra Mundial, ela se tornou pacifista radical. Outra vez em Haia, em 1915, participou do Congresso Internacional da Mulher para a Paz Permanente e, em 1921, fundou com outros a Internacional dos Adversários do Serviço Militar. Nos anos seguintes, entrou para diversas organizações pacifistas e publicou seu único romance, Liebe (Amor, 1922).
A reformadora da sexualidade nunca se casou, por convicção, mesmo namorando o advogado Bruno Springer desde 1905 até a morte deste, em 1931. Com a ascensão dos nazistas ao poder, Helene Stöcker emigrou, passando várias temporadas em Zurique, na Suécia e na Rússia e indo finalmente para Nova York, onde morreu em 23 de fevereiro de 1943.
Segundo instituto berlinense, Stöcker seria racista
A atuação da filósofa é, contudo, controversa. Segundo Peter Kratz, do Instituto Berlinense de Pesquisa do Fascismo e de Ação Antifascista, ela teria se tornado nacionalista radical e trabalhado na Sociedade para a Higiene das Raças, fundada pelo antissemita e fanático ariano Alfred Ploetz. Stöcker teria ainda fundado a União para a Proteção da Maternidade juntamente com Ploetz e outros alemães ligados ao partido nazista NSDAP.
Além disso, ela teria se juntado ao médico Magnus Hirschfeld, a quem se atribuem castrações e experimentos com homossexuais. Kratz afirma que Stöcker queria reservar a emancipação da sexualidade para a elite, evitando que surgisse uma nova geração medíocre.

Postado por: Sarah Elizabeth - 8 ano

Papa Bento XVI


Papa Bento XVI (em latim Benedictus PP. XVI, emitaliano Benedetto XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, (Marktl am InnAlemanha16 de abril de1927) é o Papa desde o dia 19 de Abril de 2005.Foi eleito como o 266º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o actual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.
Domina pelo menos seis idiomas (alemãoitaliano,francêslatiminglêscastelhano) e possui conhecimentos de português, ademais lê o grego antigo e o hebraico. É membro de várias academias científicas da Europa como a francesa Académie des sciences morales et politiques e recebeu oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, entre elas da Universidade de Navarra, é também cidadão honorário das comunidades de Pentling(1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona(2006).
É pianista e tem preferências por Mozart e Bach.É o sexto e talvez o sétimo (segundo a procedência deEstêvão VIII, de quem não se sabe se nasceu em Roma ou na Alemanha) papa alemão desde Vítor II e, nos seus 80 anos, tem a idade máxima para ser cardeal eleitor. Em abril de 2005 foi incluído pela revista Time como sendo uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.
O último papa com este nome foi Bento XV, que esteve no cargo de 1914 a 1922, foi o Papa durante aPrimeira Guerra Mundial. Ratzinger é o primeiro Decano do Colégio Cardinalício eleito Papa desdePaulo IV em 1555 e o primeiro cardeal-bispo eleito Papa desde Pio VIII em 1829.
Sua Santidade o Papa Bento XVI
Postado por: Sarah Elizabeth - 8 ano

Novalis


Georg Philipp Friedrich von Hardenberg(Schloss OberwiederstedtWiederstedtHarz2 de Maio de 1772 — Weißenfels25 de Março de1801), Freiherr (barão) von Hardenberg, mais conhecido pelo pseudónimo Novalis, foi um dos mais importantes representantes do primeiroromantismo alemão de finais do século XVIII e o criador da flor azul, um dos símbolos mais duráveis do movimento romântico.
Biografia
Novalis, retrato da autoria de Franz Gareis.
Gravura de Novalis, da autoria de Friedrich Eduard Eichens (1845).
Casa em Weißenfels onde faleceu Novalis.
Túmulo de Novalis, em Weißenfels.
Nasceu no solar de Oberwiederstedt (Schloss Oberwiederstedt), em Wiederstedt, no entãoEleitorado da Saxónia, o segundo dos onze filhos de Heinrich Ulrich Erasmus Freiherr von (barão de) Hardenberg (1738-1814) e de Auguste Bernhardine Freifrau von (baronesa) Hardenberg, nascida von Bölzig (1749-1818), uma família da pequena nobreza protestante hussita, fortemente pietista e afiliada à Igreja dos Irmãos da Morávia (Unitas fratrum ou Herrnhuter Brüdergemeine). Quando tinha 10 anos de idade foi enviado para uma escola religiosa, onde teve dificuldades em se ajustar à estrita disciplina ali imposta, desistindo pouco depois dos estudos.
Foi entretanto viver com o seu tio que lhe abriu portas para o racionalismo e para a cultura francesa.
Mudou-se com os seu pai para Weißenfels e entre 1790 e 1791 estudou Direito, tal comoJohann Wolfgang von Goethe, na Universidade de Jena, onde conheceu Friedrich von Schiller eFriedrich Schlegel. Completou os estudos jurídicos em Wittenberg, no ano de 1793.
Quando começou a escrever, adoptou o pseudónimo Novalis, que devém do nome de Novali que a sua família teria usado. Foi por este pseudónimo, mais que pelo seu nome, que ficaria conhecido.
Quando as ideias da Revolução Francesa se espalharam por toda a Alemanha, influenciaram fortemente Novalis, que então sonhava com o tempo das "Muralhas de Jericó" derrubadas. Revelando-se um romântico místico, inclinava-se por uma restauração da república cristã, que considerava desaparecida desde a reforma protestante. Nessa visão contrastava comImmanuel Kant, um homem do iluminismo, que antevia como solução para a Europa uma liga das nações, com uma república secular, humanista e materialista, constituída por uma federação mundial a ser acertada no devir.
A obra de Johann Wolfgang von Goethe Wilhelm Meisters Lehrjahre (Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister) influenciou-o profundamente, de tal modo que ele o considerou a bíblia da Nova Era. Por volta de 1796 estudou as obras deJohann Gottlieb Fichte, as quais foram outra das suas principais influências.
Com 21 anos de idade, mudou-se para Bad Tennstedt, perto de Langensalza, para estagiar como adjunto do Kreisamtmann (Administrador Civil) da localidade, depois de seu pai, com receio das influências liberais, ter rejeitado um convite do governo prussiano para um cargo governamental em Berlim. No ano seguinte foi nomeado auditor da direcção das minas de sal-gema de Weißenfels, onde o pai trabalhava como director.
A conselho de amigos, que pretendiam impedi-lo de sucumbir à forte e inexperimentada tentação da vida militar que sentia, no final de 1794 mudou-se para Arnstadt, naTuríngia, para continuar no ramo de trabalho do pai, empregando-se na administração do monopólio do sal-gema. No entanto, um acontecimento no vizinho solar deSchloss Grüningen, haveria de transformar toda a sua vida, como relatou o seu futuro amigo e editor Ludwig Tieck:
Não terá sido muito depois da sua chegada a Arnstadt, quando numa mansão senhorial nas redondezas, ele travou conhecimento com Sophie von Kühn. O primeiro vislumbre desta justa, maravilhosa e amável forma foi decisivo para toda a sua vida; não, podemos dizer que este sentimento, que agora o penetrou e inspirou, foi a substância e essência de toda a sua vida. Algumas vezes, no olhar e figura de uma criança, estampar-se-á uma expressão que é tão etérea e angelicamente bela, que somos forçados a chamar de não-terrestre ou celestial; e é voz comum, que, na visão de tais faces puras e quase transparentes, chega a nós um medo de que elas sejam excessivamente ternas e delicadas para serem moldadas para esta vida terrena; isso é a Morte, ou a Imortalidade, que nos olha de frente tão expressivamente com esses olhos deslumbrantes para a Certeza. Ainda são mais intensas estas figuras quando o primeiro período é alegremente ultrapassado, e elas florescem na véspera de feminilidade. Todas as pessoas que conheceram esta maravilha amorosa do nosso Amigo, concordam em testemunhar que nenhuma descrição pode exprimir que graça e celeste harmonia a moviam, que beleza irradiava, que macio e majestoso era o halo que a rodeava. Novalis tornava-se um poeta sempre que tinha a possibilidade de falar sobre isso. Ela tinha concluído o seu décimo terceiro ano quando ele a viu; a Primavera e Verão de 1795 foram o desabrochar da sua vida. Cada hora que ele podia liberar-se do seu negócio, ele a passava em Grüningen: e no Outono desse mesmo ano ele obteve dos pais de Sophie, o tão aguardado consentimento para o noivado.
No entanto, os dias de alegre tranquilidade foram de curta duração: pouco depois, Sophie von Kühn ficou perigosamente doente, com febre. Pouco a pouco a sua febre foi diminuindo mas as dores ainda a atormentavam violentamente. Dito que eram sem importância pelo médico assistente, Novalis retornou para Weißenfels, para casa dos seus pais. Na primavera seguinte visitou a família da noiva e encontrou Sophie bem de aparência. Mas, de súbito, no Verão, as suas esperanças e ocupações foram interrompidas por avisos de que ela estava em Jena, e fora submetida a uma operação cirúrgica. A pequena donzela suportou tudo isto com inflexível coragem e alegre resignação. Em Dezembro, por sua vontade retornou para casa, onde era evidente a sua fraqueza crescente. Novalis ia e vinha entre Grüningen e Weißenfels, que também se tinha tornado uma casa de mágoa, pois o seu irmão padecia de uma longa doença e aparentava morte certa. De novo, Ludwig Tieck reconta:
No dia 17 de Março era o décimo-quinto aniversário da sua Sophie; e no dia 19, por volta do meio-dia, ela partiu. Ninguém se atreveu a contar a Novalis estas tristes notícias; por fim, o seu irmão Carl tomou a iniciativa. O pobre jovem não se calava, e depois de três dias e três noites de choro e lamentos, partiu para Arnstadt, onde, com o seu verdadeiro amigo, poderia estar mais perto do lugar em que agora permaneciam os restos do que havia sido o de mais querido para ele. No dia 14 de Abril, morria o seu irmão Erasmus. Informa a seu irmão Carl: Sê corajoso, escreveu ele,Erasmus prevalece; as flores do nosso justo ramalhete estão a cair aqui, uma por uma, para que possam ser unidas além, amavelmente e para sempre.
Em 1798, Novalis publica uma série de fragmentos filosóficos, intitulados Fragmente (Fragmentos). No seu lamento, começou um diário contemplando o suicídio e passou a escrever poemas. Ich habe zu Söphichen Religion, nich Liebe (Tenho por Sofiazinha religião, não amor), escrevia ele. Começava a ver tudo na sua vida em relação ao seu amor perdido: Meine Liebe ist zur Flamme geworden, die alles irdische nachgerade verzehrt. Zufrieden bin ich ganz; die Kraft, die über de Tod erhebt, habe ich ganz neu gewonnen.
Oito meses depois da morte de Sophie, Novalis começou a estudar Mineração na Academia de Mineração de Freiberg, em Freiberg. Ali tornou-se amigo de Ludwig Tieck e de outros românticos. Em 1798, ficou noivo de Julie von Charpentier, à qual nunca se juntaria: acreditava que Julie tornava a presença de Sophie ainda mais próxima.
Em 1800, conclui a sua única colecção acabada de poemas, Hymnen an die Nacht (Hinos à Noite), a expressão do seu desgosto pela morte do seu primeiro grande amor. O conjunto de seis textos em prosa lírica e versos foi publicado na Athenäum, uma revista literária editada pelos irmão August Wilhelm Schlegel e Friedrich Schlegel.
Numa viagem a Weimar, conheceu Johann Wolfgang von GoetheJohann Gottfried von Herder, e Jean Paul, e em Jena, os irmãos Schlegel. Começou então a trabalhar na sua escrita com um novo entusiasmo, mas já nessa altura estava seriamente doente. Em 1801, antes de poder casar-se com Julie, Novalis morreu de tuberculose, a mesma doença que matara a sua amada Sophie, quando estava em Weißenfels. O pendor trágico da sua vida, a sua imagem de jovem apaixonado, divulgada numa famosa gravura de Friedrich Eduard Eichens (1804)–1877), datada de 1845 e reproduzida acima, fizeram de Novalis um dos ícones da geração romântica de meados do século XIX, granjeando-lhe uma fama muito para além dos méritos da sua obra, naturalmente curta e cortada cerce pela morte aos 28 anos de idade.
Os seus dois romances filosóficos, Heinrich von Ofterdingen e Die Lehrlinge zu Sais (Os Noviços em Sais), foram deixados incompletos. Em Heinrich von Ofterdingen um jovem poeta medieval procura uma misteriosa flor azul. Essa flor mística tornar-se-ia mais tarde no símbolo de saudade entre os românticos: era a flor azul inatingível e que assim para sempre continuaria.
Em"Die Lehrlinge zu Sais, um noviço adolescente argumenta que: Nur Dichter sollten mit dem Flüssigen umgehn, und von ihm der glühenden Jugend erzählen dürfen (Só os poetas deviam ocupar-se do evanescente e ter o direito de falar dele à juventude ardente).
Entre Setembro de 1798 e Março de 1799, Novalis escreveu fragmentos de um texto de natureza especulativa e filosófica que intitulou de Das Allgemeine Brouillon que faziam parte de uma planeada enciclopédia, em que pretendia examinar a polaridade na Natureza.
Mais recentemente, a vida de Novalis inspirou Penelope Fitzgerald para o seu romance The Blue Flower (1995).
Gravura de Novalis, da autoria de Friedrich Eduard Eichens (1845).

Postado por: Sarah Elizabeth - 8 ano

Como surgiram as revistas???


Capricho,toda teen... entre outras a revistaé muito importante nas nossas vidas mas sera que ela sempre foi asim? Sera que ela sempre existiu? Se voce não sabe vamos ler agora um texto falando sobre o surgimento das revistas, e uma foto de uma revista antiga e uma atual:


A primeira revista surgiu na Alemanha, em 1663, e possuía um nome tão comprido, que certamente deu muito trabalho para ser encaixado na capa: Erbauliche Monaths-Unterredungen, algo como "Edificantes Discussões Mensais". Não é por acaso que a história das revistas tenha começado naAlemanha. Foi lá que, 200 anos antes dessa publicação pioneira, o artesãoJohannes Gutenberg desenvolveu a impressão com tipos móveis, técnica usada sem grandes alterações até o século 20 para imprimir jornais, livros e revistas. Com a invenção de Gutenberg, panfletos esporádicos - que podiam, por exemplo, trazer relatos sobre uma importante batalha - passaram a ser publicados em intervalos cada vez mais regulares, tornando-se embriões das primeiras revistas dignas desse nome, ou seja, um meio-termo entre os jornais com notícias relativamente recentes e os livros. Além da Erbauliche alemã, outros títulos apareceram ainda no século 17, como a francesa Le Mercure (1672) e a inglesa The Athenian Gazette (1690).
Nessa época, as revistas abordavam assuntos específicos e pareciam mais coletâneas de textos com caráter puramente didático. No início do século 19, começaram a ganhar espaço títulos sobre interesses gerais, que tratavam de entretenimento às questões da vida familiar. É nesse período também que surge a primeira revista feita no Brasil: As Variedades ou Ensaios de Literatura, criada em 1812, em Salvador, e que, na verdade, tinha muito mais cara de livro, abordando temas eruditos. Poucas décadas depois, em 1839, nasceria a Revista do Instituto Histórico e Geographico Brazileiro. Incentivando discussões culturais e científicas, ela é a revista mais antiga ainda em circulação no nosso país.
No século 20, com o aprimoramento das técnicas de impressão, o barateamento do papel e a ampliação do uso da publicidade como forma de bancar os custos de produção, as revistas explodiram no mundo todo, com títulos cada vez mais segmentados, destinados a públicos com interesses superespecíficos. Não deixa de ser uma espécie de volta às origens, não é mesmo?

História que vale ler

Publicações do século 19 atingiam circulação de 300 mil exemplares
1663 - ERBAULICHE MONATHS-UNTERREDUNGEN
Criada por um teólogo e poeta chamado Johann Rist, da cidade de Hamburgo, na Alemanha, essa foi a primeira revista de que se tem notícia. As "Edificantes Discussões Mensais" foram publicadas até 1668
1693 - LADIE’S MERCURY
O jornalista inglês John Dunton foi responsável por essa pioneira revista feminina, um segmento que faria grande sucesso. Três anos antes de lançá-la, Dunton havia editado a Athenian Gazette, destinada a responder "todas as questões curiosas" - seria uma Mundo Estranho da época? A Athenian deu experiência a Dunton para preparar umapublicação dedicada ao "belo sexo"
1842 - THE IlLUSTRATED LONDON NEWS
O inglês Herbert Ingram acreditava que revistas ilustradas seriam um sucesso comercial. Sua publicação semanal The Illustrated London News provou que ele estava certo. Ela foi a primeira revista a utilizar gravuras para acompanhar o texto dos artigos. A inovação inspirou outras revistas ilustradas na época. À esquerda, uma capa da London News de 1953
1888 - NATIONAL GEOGRAPHIC
Publicada até hoje, é uma das revistas científicas mais importantes do mundo, financiando expedições e explorações. Foi uma das primeiras a publicar fotos coloridas, além de ser pioneira em vários tipos de imagens, como do fundo do mar, do espaço e de animais selvagens. À esquerda, uma National de 1907
1928 - O CRUZEIRO
Uma das revistas mais importantes do Brasil. Foi fundada pelo jornalista Assis Chateaubriand. O primeiro número da Cruzeiro - ainda sem o "O" - teve tiragem de 50 mil exemplares, trazendo contos e, principalmente, grandes reportagens, ilustradas com desenhos e fotografias. À esquerda, a primeira capa da Cruzeiro
1731 - THE GENTLEMAN’S MAGAZINE
Publicada na Inglaterra por Edward Cave, é considerada a primeira revista moderna. A maior parte de suas páginas era dedicada ao entretenimento, incluindo ensaios, textos de ficção e poemas. Mas havia ainda comentários políticos e críticas. Foi a primeira vez que a palavra magazine foi usada para esse tipo de publicação. À direita, edição da Gentleman’s de 1731
1892 - VOGUE
Inicialmente, essa revista americana, fundada por um editor aristocrata chamado Arthur Turnure, era dedicada aos luxos e prazeres da vida, além das reportagens sobre moda, é claro. O público alvo da Vogue era a rica elite da cidade de Nova York do final do século 19. Sua reputação como bíblia da moda se mantém até hoje
1936 - LIFE MAGAZINE
Fundada pelo editor americano Henry Luce, ela foi a revista mais importante e influente da história do fotojornalismo. Para se ter uma idéia, sua primeira edição tinha 96 fotografias de página inteira. Apublicação deixou de circular semanalmente em 1972. À direita, capa da Life de 1936
1855 - LESLIE’S WEEKLY
Foi uma das primeiras revistas americanas a utilizar ilustrações. Na segunda metade do século 19, tinha uma circulação média de 100 mil exemplares. Entretanto, esse número triplicava de acordo com o assunto tratado na edição. Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), apublicação inovou, mandando 12 correspondentes para cobrir o conflito. À esquerda, capa da Leslie’s de 1915
1925 - THE NEW YORKER
Fundada pelo editor americano Harold Ross, ficou famosa pelo humor e pela qualidade dos textos literários. Ela começou tratando da vida cultural e social de Nova York, mas logo abriu espaço para críticas, textos de ficção e reportagens. Entre seus colaboradores estão grandes escritores do século 20, como Dorothy Parker e J.D. Salinger

Postado por: Sarah Elizabeth - 8 ano